Brincadeiras à parte, racismo estrutural, relata mais uma história de preconceito no dia a dia de uma pessoa negra na nossa sociedade. Brenda uma jovem de 25 anos está muito feliz e segura de seus objetivos pois já conquistou o tão sonhado emprego, gosta do que faz, sempre ouviu falar sobre preconceito e situações vexatória em público que muitas pessoas já haviam passado, também se recorda de alguns bullying sofridos na infância, nos tempos de escola, mas isso nunca a impediu de ir em busca de seus sonhos, pelo contrário lhe dava mais força para lutar contra tudo isso.
No final de um dia agitado de trabalho e no caminho de casa Brenda lembrou-se que precisava ir ao mercado compra algumas coisas para o jantar, assim ela fez, entrou no mercado e começou a fazer suas compras passou pelo açougue que não havia muitas pessoas, pegou o que precisava e seguiu para a parte de frios encontrou uma colega de trabalho conversaram sobre o preço das coisas, se despediram e a jovem seguiu para o Hortifruti, observou as frutas, já tinha algumas em sua casa mas lembro que não tinha bananas, resolveu aproveitar a promoção e levou uma quantidade considerável para duas pessoas.
Brenda certificou-se que tinha pegado tudo o que precisava seguiu para o caixa onde havia duas pessoas em sua frente, resolveu aguardar ali pois as demais filas tinha muitas pessoas, nesta observação percebeu um senhor de pele branca e cabelos brancos, aparentava ter seus sessenta e poucos anos, que a olhava da fila do caixa ao lado, ela sorriu e disse: quer passar suas compras na minha frente fique à vontade, ele balançou a cabeça dizendo que estava tudo bem e logo pegou a mesma fila ficando atrás de Brenda. A moça observa a movimentação em sua frente, um rapaz bem jovem atendia no caixa passando rápido e cuidadosamente as compras, pele branca de cabelos escuros de média estatura.
Chegou a vez dela no caixa, passou os produtos e por últimos as bananas já ia digitando a senha do cartão na maquininha, quando o senhor que estava logo atrás se aproximou do jovem que atendia a moça no caixa e disse cochichando, olhando paras as bananas e em seguida para o moço: Macacos gostam mesma de bananas, olha quantas? E riu. O rapaz que atendia ali, ficou vermelho e sem graça com a situação e olhou imediatamente para Brenda esperando alguma reação.
A reação não veio, mas isso a atingiu como um soco, ela não acreditava, sentiu-se triste pegou suas compras e foi embora para sua casa.
Brenda representa todos nós negros que passamos situações como estas em nossos dias, as falas e brincadeiras, preconceituosas mostra como o racismo estrutural está enraizado na sociedade, as pessoas agem e nem percebem que estão discriminando.
Brincadeiras à parte, racismo estrutural, mostra como o preconceito racial ainda está presente na nossa sociedade e como ele afeta a vida das pessoas negras. Brenda foi vítima de uma agressão verbal que tentou diminuir a sua identidade e a sua dignidade. Ela não reagiu, e sabemos que nem sempre é possível ou seguro denunciar. Por isso, precisamos combater o racismo em todas as suas formas, desde as mais sutis até as mais explícitas. Precisamos educar as pessoas para que elas respeitem as diferenças e valorizem a diversidade. Precisamos construir uma sociedade mais justa e igualitária para todos.
📑📌 Este artigo é um conto fictício sobre as Brendas Brasileiras, se você se identificou ou já sofreu preconceitos e sente a vontade, deixe um breve relato nos comentários, adoraria ler.Beijos!

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